quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Colagem


Eu tenho um quartinho de costura só para mim. Lá "ninguém entra", teoricamente é claro. Mas a questão não é essa, eu queria pôr cortina ou algo para dar vida a ele. Foi mexendo na minha pasta de moldes que encontrei desenhos dos meus sobrinhos. Eu tenho cinco sobrinhos que amo muito e uma que já partiu, são eles com suas breves descrições:



1º - Ana Paula - Ela é a primeira mesmo. O dia do nascimento dela foi muito importante pra mim. Eu estava na praia em Santa Catarina e recebi a notícia, eu tinha 14 anos e lembro que chorei muito. Corri para o telefone e mal conseguia falar. Estava tão eufórica que queria vê-la pelo telefone mesmo. Ela nasceu em Curitiba-PR. Hoje ela tem a idade que eu tinha, quando ela nasceu, e é linda.



2º - Paulo Henrique - É irmão da Ana e os dois têm pouca diferença de idade. O Paulo nunca quis passear comigo. Só foi no parque da Mônica uma vez e não chorou. Nas outras tentativas de levá-lo para passear ele não ia ou se ia, chorava muito. Ele sempre achou que todos amam mais a Ana, pois ela é a primeira. Mas isso não é verdade. A verdade é que ele sempre foi e ainda é colado à minha irmã e isso dificulta o entrosamento. Ele é extremamente inteligente e o que mais gosto nele é que além de ser afinado e participar de festivais de música, lê bastante e mantêm suas amizades com zelo.



3º - Renata - A Renata era minha terceira sobrinha. Infelizmente ela faleceu e trouxe muita tristeza pra gente. Eu não costumo falar muito sobre a morte, mas resolvi citá-la. Da mesma forma que o nascimento da minha primeira sobrinha veio como uma notícia maravilhosa pelo telefone, a notícia da morte da Renata também, só que na segunda, traumática.



4º - Nathália - A Naty, como costumo chamá-la é inteligentíssima! Você consegue manter um papo interessante com ela e ao mesmo tempo perceber o quanto ela ama ser criança. Ela é a que me manda desenhos maravilhosos e foi a primeira a me enviar uma cartinha pelo correio. Ela ainda estava no jardim de infância quando fez isso pela primeira vez. Ela adora bonecas de pano e estou devendo uma mochila de boneca de pano com cabelos loiros e olhos azuis.



5º - Matheus - Ele é o irmão da Renata e eu o adoro por alguns motivos. O primeiro deles é que o Matheus tem uma serenidade que qualquer um dúvida. Ele também é muito sensível e se emociona com partidas. O Matheus não exige nada de ninguém, pelo contrário, ele fica feliz apenas de levarmos ele até o portão da escola segurando em sua mãozinha. Das experiências que tive com ele e que me trazem lembranças felizes, foi o dia em que fomos no circo. Foi muito legal!



6º - Nara - Ela é filha do meu primo, mas eu a considero sobrinha, pois minha mãe e minha avó é que o criaram. A personalidade da Nara é a de um líder. Se tiverem 10 crianças brincando, quem estará no comando é ela. E é inevitável. Ela não escolhe. As crianças escolhem ela. É de uma beleza impressionante. Tem uma mecha natural bem clara nos cabelos lisos e de cor castanho bem clarinho.



E a escolha da decoração da minha janela do quartinho são desenhos, envelopes de cartas recebidas, desenhos de mãozinhas, cartõezinhos postais que me remetem à esses lindinhos ai de cima. Sim, sim, eu sou uma tia coruja que sempre amei o título de "tia" e espero que eles leiam e me mandem mais e mais cartinhas.


quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Modalidade

Criei um blog somente para meus artesanatos e divulgação de idéias, sejam elas quais forem e este ficará para postar tudo que seja relacionado à crianças. Desde objetos que você pode fazer na sua casa com material reciclável para alegrar seus lindinhos, até blá, blá, blá de mães corujas.
Estamos com a intenção de fazer bonequinhos para doar no dia das crianças. Se alguém souber de algo fácil e tiver o molde, me mande no email: magamei@hotmail.com. O enchimento será feito de isopor. Porque isopor? Ora, porque isopor não é fácil de ser reciclado e fica jogado às traças pela rua. E o que a gente tem a ver com isso? Ah sim, deixa eu explicar melhor. Aqui, em Salvador é muito, mais muito comum mesmo achar zilhões de pedaços de isopor na rua. A impressão é que sempre tem alguém mudando pra cá e esse isopor todo é recolhido pelo lixo comum, pois não tem coleta seletiva. Eu soube que no lixão é separado tudo, mas isso não muda muito, porque, voltando ao assunto lá em cima "isopor mesmo reciclado é reduzido à nada" o que não é interessante para quem recicla. Resumindo, ele é largado lá, junto com o lixo biodegradável. Existem algumas empresas que estão produzindo isopor, digamos, mais natural, mas infelizmente o isopor leva 400 anos para se decompor.
Bom, onde eu quero chegar? Precisamos quebrar esse isopor todo e usá-lo dentro de algo, certo? Então eu pensei em bonequinhos feitos de pluminha. Mas se alguém tiver sugestões do que fazer e também de como moer isopor, me passe.
Coloquei uma foto da Margaridinha ao lado com um binóculo feito de rolinhos de papel higiênico. É simples, pinte os rolinhos por dentro e por fora, deixe secar. Depois junte um ao outro, eu dei um ponto com linha de naylon e passei cola também. Faça dois furinhos para por o barbante e está pronto!
Eu criei uma historinha para minha filhota assim: "Era uma vez, uma menininha que podia enxergar tudo em seu reino; tudo mesmo, pois ela tinha um binóculo mágico. Ela olhava para a mamãe e tcharam (uma rainha), olhava para sua cachorrinha Madelaine e voilá, um bobo da corte e assim ela olhava para tudo e via surpresa que era só desejar e lá estava."
É, eu sei, puxei sardinha para meu lado, mas ela é minha filha, né? rs*

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Adaptação

Culturalmente falando, a minha adaptação em Salvador está sendo bastante difícil. Sou daquele tipo de pessoa que não deixa passar certas mediocridades do ser humano.
Eu ainda não consegui engolir que a falta de educação das pessoas, as tornam relapsas com o meio ambiente. Não sou eu quem vai mudar o mundo, mas continuo tentando, em vão.
Tenho feito caminhadas na praia, para evitar que a síndrome do pânico faça parte da minha vida e vi aburdos. Se eu quisesse, teria retirado da areia podre pela sujeira das barracas da orla, objetos dos mais diversos seguimentos, como interruptor de luz, garrafa de uísque, etc.
As pessoas levam seus cachorros para fazer cocô na praia! A beleza das praias aqui é de tirar o fôlego, mas poucas estão limpas para banho.
Outra coisa que me incomodou bastante, é a mania das pessoas de pedir coisas pra gente nas mesinhas de bar, e ficarem putíssimas se você não quiser dar. Para isso eu criei uma solução, comprei camisetas e colocarei os dizeres: “Não sou turista”. Sim, sim, eles acham que podem e devem explorar os turistas. Se o corte de cabelo custa R$ 5,00 para um baiano, para um turista, varia bastante.
Não me sinto turista aqui. Eu consegui discernir bem minha mudança para uma cidade que vive do turismo, sem me deixar afetar por ele. Fui numa festa no Pelourinho numa terça-feira, chamada Gerônimo. E gostei muito! Conheci muito dos assuntos, para mim, jamais cogitados.
Eu realmente, não tive pretensão alguma de vir morar aqui. E ainda prefiro gente chucra à gente sem educação. E apesar de parecerem iguais, são muito diferentes.
Mas tem o lado bom da coisa. Eu levo minha filha no parque à tardezinha. Vejo o mar todos os dias e ele me acalma muito. Brinco com a nossa cachorrinha, enquanto escuto o dedilhar no violão, que o Cá teima em tocar. Eu acordo com o sol no meu rosto e isso é impagável. O calor nos faz melhores amantes, melhores amigos, melhores pais e isso não estou disposta a trocar, pelo menos por enquanto.
ps: Escrevendo de uma lan house, sem tempo de corrigir o texto.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Pé na Estrada

Ok, agora é hora de esfriar a cabeça e voltar à "ativa". Mudamos de São Paulo - SP, rumo à Salvador - BA. É uma mudança e tanto! E como toda mudança, tivemos algumas "desorganizações" na estrutura de vida que levávamos. Fui para Curitiba - PR e fiquei um mês e quinze dias lá. Passamos muito frio e só consegui produzir coisas essenciais, como roupa para os cachorrinhos pinscher da minha mãe, bolsa para o marido que estava distante, calça de frio para a filha...etc. Engordei muito, pois frio equivale na prática, à quilos extras. Fui para Enseada - SC e lá passei momentos maravilhosos, que estão registrados na minha mente, pois estava sem a máquina fotográfica. Lá, eu, minha mãe e minha tia, bordamos panos de prato que usarei na nova casa. São verdadeiras "capoeiras" como diz minha tia Neli, que por sinal é uma companhia adorável. Na praia não tivemos coragem para molhar os pés. A água lá é gelada e no inverno então nem se fala. Fomos em festas juninas e comi pinhão, chuleta e o famoso quentão do Sul, que não é "vinho quente" como falam as más línguas.
Voltando à Curitiba, começamos a organizar a "mudança", que por sinal, não ficou nada organizada. Foi ai que resolvi passar os últimos três dias que ficaria no Paraná, em Agudos do Sul. É uma cidadezinha cheia de chácaras e fazendas, com plantação de pinus. Eu relembrei muito da minha infância e foi legal curtir esses momentos com minha filha. Gritamos muito no meio dos pinus gigantescos, só para ouvir o eco. Fomos na cachoeira e tomamos água da nascente. Achamos uma árvore de maracá e pegamos os que estavam caídos no chão para fazer chocalho. Estão guardados junto com a pinha que também recolhemos lá.
Comi queijo feito em casa e a famosa ricota com broa. Colhemos laranja para chupar com sal. A filha não gostou muito. Ela preferiu chupar a laranja azeda mesmo. Tomamos suco da casca da lima-da-pérsia. É muitooooo bom! A dica é ferver a casca e só depois bater o suco. Joguei bafo com as crianças à noite. No outro dia só restou a tristeza de partir.
Voltamos à SP para rever amigos e familiares e mais tristeza tomou conta. Primeiro, porque nem todos amigos estavam acessíveis e segundo que deixar SP é muito difícil. Eu tenho pra mim que SP exerce sobre nós algum tipo de encantamento. Místico ou não, lá seu foi mais um "adeus". Agora falta pouco para chegar na Bahia. São 1067 km que percorreremos amanhã. Hoje foi muito gratificante conhecer o estado onde meu pai nasceu. Estamos em Vila Velha - ES. Fomos no Convento da Penha e nas praias da região.
Tiramos algumas fotos aqui e publicarei assim que puder.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Mudança

Estamos nos mudando para outro estado. Logo colocarei novidades e notícias.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Invenção


Terminei essa bolsa hoje. Gostei do resultado e aprendi muitas coisas. A primeira delas é, nunca corte o forro na mesma medida do tecido. A segunda, é que tem que ter experiência para dar um acabamento com cetim.
O tecido dela é bem gelado e parece que tem borracha. Não sei que tipo de tecido é, pois é importado e estava há um tempão guardado. Resolvi usá-lo como piloto e a partir dele, ter algumas idéias. Eu tive certa dificuldade em comprar tecidos. Os vendedores não sabem exatamente para que servem certos tipos de tecidos e eu não tenho experiência suficiente para escolher.
Agora vou começar outras e ver se ficam com acabamento melhor.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Fantasia

Minha pequena diz: "mamãe, faz uma fantasia pra mim?". E cá está ela e a fantasia.